CRÍTICA DE VIDEOGAME E PRESSUPOSTOS DA HISTÓRIA CULTURAL
Palavras-chave:
videogame, narrativa, protocolos de leitura, luto, interpolaçãoResumo
Considerando que jogos de videogame são mídias de leitura contemporâneas, nosso objetivo é fazer uma leitura dos jogos Gris (2018) e Imortality (2022), narrativas não convencionais. Este texto tem como objetivo desenvolver fortuna crítica e leitura a partir de uma perspetiva chartieriana da Nova História Cultural de textos, considerando os jogos de videogame como novas mídias de leituras. Delimitamos como metodologia revisão de literatura a respeito de apropriação de jogos enquanto textos narrativos e de protocolos de leitura que interferem no potencial de imersão no jogo, favorecendo nossa compreensão sobre a experiência do jogador com a narrativa e sua leitura. Inicialmente, identificamos que a apropriação dos elementos da narrativa se dá num regime de retroalimentação, a depender das contribuições de leitura trazidas para o jogo pelo jogador, e compreendemos que as escolhas protocolares dos desenvolvedores favorecem representações de leitura pautadas no repertório de vida de cada um.